gêneros literários

 

Gênero Épico

O seu papel é relatar um enredo, sendo ele imaginário ou não, situado em tempo e lugar determinados, envolvendo uma ou mais personagens, e assim o faz de diversas formas. As narrativas utilizam-se de diferentes linguagens: a verbal (oral ou escrita), a visual (por meio da imagem), a gestual (por meio de gestos), além de outras.

Quanto à estrutura, ao conteúdo e à extensão, pode-se classificar as obras narrativas em romancescontosnovelaspoemas épicoscrônicasfábulas e ensaios. Quanto à temática, às narrativas podem ser histórias policiais, de amor, de ficção e etc. Todo texto que traz foco narrativoenredopersonagenstempo e espaçoconflitoclímax e desfecho é classificado como narrativo.[2]

[editar]Textos narrativos

Seguem, abaixo, modalidades textuais pertencentes ao gênero narrativo.[2]

  • Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem definidos de carácter verossímil.
  • Fábula: é um texto de carácter fantástico que busca ser inverossímil (não tem nenhuma semelhança com a realidade). As personagens principais são animais ou objetos, e a finalidade é transmitir alguma lição de moral.
  • Epopéia ou Épico: é uma narrativa feita em versos, num longo poema que ressalta os feitos de um herói ou as aventuras de um povo. Três belos exemplos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, Ilíada e Odisséia, de Homero.
  • Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a brevidade do conto. O personagem se caracteriza existencialmente em poucas situações. Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista, de Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka.
  • Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações rotineiras, anedotas e até folclores (conto popular). Caracteriza-se por personagens previamente retratados. Inicialmente, fazia parte da literatura oral e Boccaccio foi o primeiro a reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão.
  • Crônica: é uma narrativa informal, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial, breve, com um toque de humor e crítica.
  • Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e reflexões morais e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado. Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanísticofilosóficopolíticosocialculturalmoralcomportamental, literário, etc.), sem que se paute em formalidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico.

_SilencioEterno

[editar]Gênero Dramático

É composto de textos que foram escritos para serem encenados em forma de peça de teatro. Para o texto dramático se tornar uma peça, ele deve primeiro ser transformado em um roteiro, para depois poder ser transformado então do gênero espeta. É muito difícil ter definição de texto dramático que o diferencie dos demais gêneros textuais, já que existe uma tendência atual muito grande em teatralizar qualquer tipo de texto. No entanto, a principal característica do texto dramático é a presença do chamado texto principal, composto pela parte do texto que deve ser dito pelos atores na peça e que, muitas vezes, é induzido pelas indicações cênicas, rubricas ou didascálias, texto também chamado de secundário, que informa os atores e o leitor sobre a dinâmica do texto principal. Por exemplo, antes da fala de um personagem é colocada a expressão: «com voz baixa», indicando como o texto deve ser falado.

Já que não existe narrador nesse tipo de texto, o drama é dividido entre as duas personagens locutoras, que entram em cena pela citação de seus nomes.

"Classifica-se de drama toda peça teatral caracterizada por seriedade, ou solenidade, em oposição à comédia propriamente dita".

Apresenta qualquer tema, estrutura-se em dois tipos de textos: rubrica e o discurso direto. Há ausência de narrador e é formado por atos, quadros e cenas porem o genero dramatico se encontra numa classe dramatical muito grande e alta o que dificulta o entendimento desse assunto 

 

 

quinta 16 junho 2011 05:55


A história da escrita

 

Idade da Pedra - Pré-História
Pré-História, Homens das Cavernas, Idade da Pedra Lascada, Idade da Pedra Polida, Paleolítico e Neolítico, arte rupestre

A história da escrita - contribuição ao Projeto de Matemática desenvolvido pela Professora Giovana : A História dos números. Resolvemos reunir as duas "histórias" para que o aluno enriqueça seus conhecimentos e estabeleça relações entre as áreas, além de conhecer melhor , saber mais, conhecer-se, e quem sabe, interessar-se mais pelos conteúdos.

Idade da Pedra - Pré-História
Pré-História, Homens das Cavernas, Idade da Pedra Lascada, Idade da Pedra Polida, Paleolítico e Neolítico, arte rupestre

Ponta de machado da Idade da Pedra

Dá-se o nome de Idade da Pedra ao longo espaço de tempo (que durou milhares de anos) no qual os homens usavam armas e ferra­mentas feitas de pedra. Divide-se em dois períodos: Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada, e Neolítico ou Idade da Pedra Polida.Os homens do Paleolítico eram caçadores, e modelavam suas armas em sílex, um tipo de rocha.

Quando o clima começou a esfriar na Europa ocidental, os homens cobriram-se de peles de animais, procurando cavernas para se abrigar, em cujas paredes deixaram notáveis desenhos, como os encontrados na Espanha e França.

É importante lembrar que, enquanto em certos lugares como a Grã-Bretanha, por exemplo, vivia-se na Idade da Pedra, em outros, como Roma, Egito e China, já se usavam os metais, construíam-se belas casas e conhecia-se a escrita.

Os estudiosos acreditam que, uma vez que o homem da Idade da Pedra ainda não conhecia a escrita, os desenhos que gravava nas paredes das cavernas eram um meio de comunicação.

   

Da Oralidade à Escrita

Neste texto tentaremos abordar a importância da oralidade e da escrita e sua importância na vida de todos os povos que em lugares distintos, desde os tempos mais remotos até a contemporaneidade. Sabendo que o homem sempre teve a necessidade de se comunicar e que no decorrer do tempo essa comunicação foi sofrendo alterações que levou a mudanças profundas no modo de ser, pensar e agir dos seres humanos.

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Mas como surgiu a escrita?

Na pré-história os povos utilizavam figuras para transmitirem informações, assim como encontramos hoje me várias culturas. A comunicação naquele tempo era através de desenhos grafados em pedras.
O desenvolvimento na habilidade do desenho surgiu no período de 30.000 a 25.000 a.C., quando a cultura da Antiga Idade da Pedra passou para o estágio do Paleolítico Superior.

Desenhos, de rabiscos feitos com os dedos na argila úmida, evoluíram para formas mais    Blog de vamoslereescrever : ESCREVER PARA LER OU LER PARA ESCREVER?, A história da escritaelaboradas, onde passaram a ser utilizadas as cores e a escala para representar grupos, bem como artifícios que davam a ilusão de movimento.
Nesses desenhos ou nessas marcas já existe o germe de alguma coisa parecida com um rudimento da escrita
.

Escrita Cuneiforme

Sistema de escrita que surgiu na Babilônia, em meados do quarto milênio a.C.Consistia na gravação de caracteres, com haste de ponta quadrada, em tabletes deargila úmida posteriormente cozidos ao fornoresultando em incisões em forma de cunha, razão pela qual foi denominada de escrita cuneiforme.

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HIERÓGLIFOS

 Egito  desenvolveu  sua escrita de forma bem diferenciada. Seus escribas criaram os hieróglifos (Hieros = sagrado e gluphein = gravar; escrita dos Deuses) por volta de 3.000 a.C. Sua simbologia era capaz de exprimir, com clareza, qualquer coisa.  Com ela os egípcios deixaram seus registros em todas as áreas, contemplando desde a medicina até a educação, da agricultura aos reinados etc.

 

 

 

 

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Escrita Alfabética

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A escrita, até chegar aos sistemas alfabéticos atualmente utilizados, passou por um longo processo de evolução, com inúmeras mudanças e transformações.

 Essa evolução foi marcada pelo surgimento do sistema de escrita ideográfica(cuneiforme, hieroglífico e chinês), que foi gradualmente conduzido para ofonetismo, sistema onde as palavras passaram a ser decompostas em unidades sonoras.
O fonetismo aproximou, portanto, a escrita de sua função natural que é a de interpretar a língua falada, a língua oral, a língua considerada como som
Dessa forma o sinal se libertaria do objeto e a linguagem readiquiriria a sua verdadeira natureza que é oralDecompondo o som das palavras, o homem percebeu que ela se reduzia a unidades justapostas, mais ou menos independente umas das outras e nitidamente diferenciáveis. Daí surgiram dois tipos de escrita: a silábica, fundamentada em grupos de sons e a, alfabética, onde cada sinal corresponde a uma letra.


A escrita alfabética
 foi difundida com a criação do alfabeto fenício, constituído por vinte e dois signos que permitiam escrever qualquer palavraAdotado pelos gregos, esse alfabeto foi aperfeiçoado e ampliado passando a ser composto por vinte e quatro letras, dividido em vogais e consoantesA partir do alfabeto grego surgiram outros, como o gótico, o etrusco e, finalmente o latino, que com a expansão do Império Romano e o domínio do mundo ocidental.


A Oralidade

A linguagem oral, em função da sua espontaneidade, acompanha geralmente o desenrolar da experiência e confunde-se com ela. É, portanto, multifacetada e caracterizada pela passagem de um registro de palavras para outro, sem que se consiga bem distinguir os seus limites. A linguagem oral passa de um registro informativo para um registro afetivo. Numa conversação familiar ou numa discussão entre amigos predominam relações diretas, imediatas, face a face.
A forma animada como a palavra é trocada caracteriza-se por formas livres de enunciação, pela incompleta formação de frases, pela condensação de vocabulário, conta ainda com a plasticidade fonética e gestual da enunciação.
A oralidade tem vindo a adquirir uma crescente importância devido aos atuais meios de comunicação social (o discurso radiofônico e televisivo ou as modernas pedagogias audiovisuais, por exemplo).

 

  InformalidadeBlog de vamoslereescrever : ESCREVER PARA LER OU LER PARA ESCREVER?, A história da escrita

É a forma mais comum da oralidade, contudo, apesar de raros, também existem casos de discurso oral formalcomo em comunicações oficiais, em diálogos de cerimônias ou em momento de uso do poder lingüístico.

O Som
O suporte da oralidade é, sem dúvida, o somRelação entre a escrita e a oralidade
A língua escrita é a transmissão da língua oral, faladaContudo, não é a simples transcrição direta da oralidade - tem regras, tem estruturas próprias e autônomas. Tal como há textos orais que não se podem escrever, há textos escritos que não se podem dizer.
A linguagem escrita depende do contexto enquanto a linguagem oral é valorizada pela entoação e pela mímica.

Conhecendo o aparelho fonador

Sabemos que o meio de expressão de todas as línguas humanas é o som produzido pelo aparelho fonador.
a oralidade se processa quando o ar sai dos pulmões, penetra na traqueia e chega à laringe, onde se modifica ao passar pelas chamadas pregas vocais (ou cordas vocais). Quando as pregas vocais estão aproximadas, vibram à passagem do ar, produzindo sons que são chamados de sonoros. Quando as pregas vocais estão relaxadas, o ar escapa sem essas vibrações. Chamamos estes sons de surdos. Ao sair da laringe, o ar passa pela faringe, podendo sair pela boca ou pelo nariz. Os sons que saem pela boca chamamos de "orais" e aqueles que saem pelo nariz chamamos de "nasais".
Os sons que passam pela cavidade bucal podem ser produzidos de várias maneiras. A posição da língua e a posição dos lábios interferem na produção dos sons. Como a língua é um órgão de grande mobilidade, pode tocar o palato e os dentes de diversas formas para modificar o som que vem da faringe.
Desta forma pode-se imaginar o 
caminho percorrido pelo pensamento, através das células neuronais e do aparelho fonador, até ser exposto em sua oralidade, para se cogitar que a fala é uma representação do ato de pensar.

Esquema do Aparelho Fonador

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Práticas Pedagógicas de Escrita e Oralidade

 

 

O Abecê da escrita

Por: Elisa Batalha

 

A, B, C, D, E , F, G .... aprender a ler e a escrever para você foi fácil, não? E para a humanidade, como foi? Saiba como foi a aventura do desenvolvimento da escrita, conheça os diferentes alfabetos e sistemas existentes.

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Você se lembra da primeira coisa que disse hoje ao acordar? Se não lembra, tudo bem. A maioria de nós não se recorda também. E da aula de ontem no colégio, você lembra de cor? Se não lembra, pode consultar o seu caderno, não é? Ainda bem que existe a escrita, hein?!

Para nos facilitar a memória, e para nos comunicar com pessoas que estão afastadas no espaço ou no tempo, deixamos registros. Quando mandamos uma carta, nos comunicamos com alguém que está afastado no espaço. Mas também deixamos um registro que pode ser  lido pelas futuras gerações, então, nos comunicamos com aqueles que estão afastados no tempo.

Conhecendo o passado

A escrita é, portanto, uma invenção decisiva para a história da humanidade. Ela é a representação do pensamento e da linguagem humana por meio de símbolos. Um meio durável e privilegiado de comunicação entre as pessoas. Por meio de registros escritos há milhares de anos, ficamos sabendo como era a vida e a organização social de povos que viveram muito antes de nós. A invenção não surgiu por acaso, mas como consequência das mudanças profundas nas sociedades durante o período do surgimento das primeiras cidades.

 A"caneta" da quele tempo, que gravava símbolos em plaquinhas de cerâmica. Com ela, não era preciso ser um grande desenhista para compor todos os caracteres.  

Na América Central, povos como os maias e os astecas tinham seus próprios sistemas de escrita quando os europeus conquistaram a região, e grande parte dos seus documentos escritos foi destruída. China também foi berço de um sistema original, criado há mais de 3 mil anos. Eles foram os responsáveis pela invenção do papel. Antes disso, muitos outros suportes foram usados para a escrita. Os livros já foram feitos de placas de barro, madeira, metal, osso e até bambu. Escrituras em tecidos, couro, cascas de árvore e em papiro, uma espécie de papel mais fibroso, eram enroladas ou dobradas. O pergaminho era obtido a partir do couro curtido, formando rolos e podia ser lavado ou lixado para apagar uma

. O significado deriva diretamente da figura que o representa, por isso dizemos que é um sistema figurativo.

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Diferentes símbolos para água

 

A partir da escrita pictográfica, os traços foram sendo simplificados e o desenho já não parecia mais com o objeto que representava. "

 

Da pictografia à escrita cuneiforme

Quando temos um sistema de escrita que possui um símbolo para cada coisa, como os chineses fazem até hoje, chamamos de sistema ideográfico. Na escrita pictográfic

Blog de vamoslereescrever : ESCREVER PARA LER OU LER PARA ESCREVER?, A história da escrita a e nos ideogramas que evoluíram a partir dela, a menor unidade da escrita é a palavra.

O sistema ideográfico parece complexo para nós porque é necessário conhecer um número grande de símbolos (mais de mil!) .

O alfabeto

Isso porque o alfabeto é uma invenção que parte de uma outra ideia: representar não a coisa em si, mas o som
O nosso alfabeto é o latino e descende do gregoO grego, por sua vez, foi derivado do fenício.

 O alfabeto fenício era consonantal, pois só registrava as consoantes, e não as vogais, que só seriam inventadas mais tarde pelos gregos.

O alfabeto que eles desenvolveram surgiu da necessidade de controlar e facilitar o comércio.

Os alfabetos hebraico e o árabe até hoje não usam vogais, por isso são chamados consonantais.

Evolução permanente

Na verdade, a escrita, assim como as línguas, está em permanente processo de evolução. Ela reflete e acompanha a maneira como as sociedades vivem, seus hábitos, tecnologia e peculiaridades. Por isso, textos de apenas cem anos atrás, muitas vezes, já possuem palavras que caíram em desuso.

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Com os símbolos do teclado, imitamos as expressões faciais

 

 

Vemos, nos e-mails e nas trocas de mensagens escritas simultâneas pela Internet - os chats -, uma variação da linguagem, produzida pela pressa em digitar. Por exemplo, quando escrevemos vc e tb, no lugar das palavras você etambém. O uso de símbolos gráficos - os emoticons, como  ; > )  (um rostinho sorrindo e piscando um olho) -  tenta imitar as expressões faciais que acompanham a linguagem oral. Tudo isso mostra como a escrita é um processo vivo e ativo, inventado e reinventado pela humanidade todos os dias.

Escreva seu nome em hieróglifos

 http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=917&sid=3

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O que se revela quando se diz...

Eduardo Calbucci

A língua, na maioria das vezes, oferece-nos várias possibilidades para dizer praticamente as mesmas coisas. Escolher a forma mais adequada para cada situação, cotejar usos, comparar registros, sempre tendo em mente a riqueza dos processos de variação

linguística, é (ou deveria ser) preocupação de todos os falantes, sob o risco de a intercompreensão e a eficiência de comunicação se perderem.

O "ultrapassado" - ao menos em grande parte do universo acadêmico - discurso docerto X errado, fundamentado numa dicotomia tão rígida quanto equivocada, desconsidera que a língua, como sistema que é, merece ser tomada mais como um objeto de estudo do que como um pretexto para normatizações frágeis e, muitas vezes, preconceituosas.

Por exemplo: quando, no começo dos anos 50, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira compuseram um dos maiores sucessos da música popular brasileira de todos os tempos, o baião "Asa branca", alguns puristas podem ter ficado incomodados com o final daa quarta

estrofe da canção: "Espero a chuva cair de novo / Pra mim voltá pro meu sertão" [grifo nosso]. Afinal, o uso do pronome oblíquo "mim" na posição de sujeito vai de encontro às prescrições dos normativistas, que apregoam o emprego do pronome reto (eu) numa construção como essa.

As explicações sintáticas para essa prescrição vão das mais finas (os pronomes pessoais em português mantêm resquícios da flexão de caso do latim e, por isso, são grafados diferentemente de acordo com sua função sintática) às mais insólitas (todos já ouvimos o descabido "mim não faz nada" ou o politicamente incorreto e descabido "mim é

índio"). O fato é que, por mais que haja quem condene o "mim" como sujeito, esse uso não se deixou abalar e continua afirmando sua existência nas ruas.

Manuel Bandeira chegou mesmo a dizer que não havia nada mais "gostoso" do que usar o mim como sujeito de verbo no infinito. Para ele, a expressão "pra mim brincar" deveria ser usada por todos os brasileiros. Em que pese sua filiação modernista, que o

levava o prestigiar as variantes populares da língua, até mesmo como reação aos

beletrismos de parte da literatura brasileira da virada do século XIX para o século XX, é de

elogiar sua percepção aguçada de fenômenos de língua, que o faz privilegiar a espontaneidade em detrimento da "correção".

A tese de Bandeira é plenamente adequada para explicar o uso dos pronomes em "Asa branca". Na canção, o emprego de "eu" no lugar de "mim" tornaria o texto incoerente.

O narrador de "Asa branca" é um retirante que foge da seca. Assim, para aumentar o efeito de "verdade" do texto, optou-se por uma variedade linguística compatível com o universo social desse narrador.

Linguistas de todas as épocas reconhecem que, quando falamos ou escrevemos, dizemos mais do que imaginamos. Na verdade, revelamos de onde somos, em que época

vivemos, qual o nosso universo social, como queremos nos relacionar com nossos interlocutores. Isso se dá porque a língua não é neutra; ela encerra valores, crenças,

ideologias. É por esse motivo que uma simples escolha lexical pode ter mais peso do que supúnhamos.

Veja-se o caso dos vocativos. Ao referimo-nos aos nossos interlocutores, interpelando-os diretamente, podemos empregar as mais variadas formas de tratamento: doutorsenhormoçoamigocompanheirocamaradarapazparceiro,manogajomeu

irmãoguri, quase todas com suas respectivas flexões femininas. Os exemplos são infindáveis. Acontece que cada forma de tratamento revela muito mais do que se imagina: um "doutor" numa conversa cotidiana pode ser irônico; um "gajo" numa aula de literatura,

uma homenagem a Portugal; um "mano" no Rio de Janeiro, uma brincadeira com o falar de São Paulo; um "camarada" num encontro partidário, uma filiação ideológica. Nada é neutro.

Daí, o aforismo de Wittgenstein: "os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo". Quanto maior é a consciência dos falantes sobre essas questões, maior é sua capacidade de controlar, ainda que parcialmente, o que se revela quando se diz.

História

 

 

As voltas que a língua dá
Por: Elisa Batalha

 

A língua portuguesa utiliza o alfabeto latino e é derivada do latim, língua surgida na Itália por volta do século V antes de Cristo. Desde sua origem até chegar ao Brasil e a outros países onde é falada, a língua deu - literalmente - muitas voltas pelo mundo.

O latim era a língua falada na região do Lácio (chamado de latium, daí o seu nome), centrada na cidade de Roma. Ele deriva do etrusco, mas sofreu influências também do grego, e faz parte da família das línguas indo-europeias. Com a expansão do Império Romano, o latim passa a ser usado por quase toda a Europa Ocidental, impondo-se às línguas dos povos conquistados, ao mesmo tempo que recebia influências dessas línguas.

Com o decorrer do tempo, os dialetos surgidos nas regiões do Império desapareceram ou se estruturaram melhor. Um grupo de línguas que sobreviveu foi o das línguas neolatinas. As principais são: português, espanhol, francês, provençal (falado na região de Provença, sul da França e em algumas regiões da Suíça), ladino ou rético (falado em regiões da Europa como parte da Suíça, no Tirol e no norte da Itália), italiano e romeno.

O português surgiu na Península Ibérica (onde se formaram os países Portugal e Espanha) a partir da língua dos conquistadores romanos e de sua imposição cultural (o primeiro desembarque romano na região ocorreu em219 a.C.). A partir do latim falado pelo povo, o latim vulgar, que já era diferente daquele escrito nos documentos e usado pelas pessoas cultas, a língua foi se transformando e passou por fases de transição. O portugûes sofreu influência das línguas faladas pelos povos que habitavam a região antes da chegada dos romanos e pelos que vieram depois da queda do Império, com as invasões bárbaras no século V.

No século XVI, o português se uniformiza e adquire as características atuais. A rica literatura do período do Renascimento, especialmente a produzida por Luís Vaz de Camões, desempenhou papel fundamental nesse processo de uniformização. As primeiras gramáticas e os primeiros dicionários da língua portuguesa datam dessa época.

Enquanto isso, Portugal tinha se transformado em um império que conquistava territórios pelos sete mares, levando a bordo das caravelas a sua língua. Hoje, muitos países ainda falam português como uma consequência do domínio colonial português em terras de todos os continentes.

E as outras praias onde o português está presente são: o Brasil, nas Américas;  Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde, e São Tomé e Príncipe, na África, além de Açores e Madeira (ilhas atlânticas próximas à costa africana); Macau, Goa, Damão, e Diu, na Ásia;  e Timor Leste, na Oceania.

Em alguns desses lugares o português é a língua oficial; em outros, as mudanças foram tantas que se pode falar em dialetos originários do português. Há ainda regiões em que esse idioma é falado apenas por uma pequena parcela da população. Mas isso não representa pouca importância: a língua portuguesa é hoje a quinta língua mais falada no mundo, com cerca de 200 milhões de usuários.

Fonte de consulta: Gramática contemporânea da língua portuguesa. José de Nicola e Ulisses Infante, Ed. Scipione, São Paulo, 3ª edição.

 

 

A História da Escrita - Parte VI - Os Romanos

Curiosidades sobre literatura

O alfabeto romano, também conhecido como alfabeto latino (forma como é mais conhecido atualmente) é o sistema de escrita alfabética mais utilizado no mundo, e é o alfabeto utilizado para escrever a maioria das linguas do ocidente, tais como inglês, espanhol, francês, alemão, português, entre outras.

Esse alfabeto foi criado no século VIII a.C. Foi baseado indiretamente no grego (baseava-se no etrusco, que derivava do Grego). Originalmente, o alfabeto romano possuia vinte e uma letras.
Um curiosidade muito interessante, é que o alfabeto romano arcaico - utilizado pelos romanos - possuia somente letras maiúsculas (caixa alta). As letras minúsculas surgiram anos mais tarde, já na Idade Média, a partir da escrita cursiva. Hoje em dia, a utilização de letras maiúsculas é diferente em cada língua que utiliza esse alfabeto. Essas letras normalmente são utilizadas para iniciar sentenças e nomes próprios.

 

Hoje em dia, o alfabeto romano possui vinte e seis letras: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, w, y, z. Cada letra dessa possui sua variante maiúscula. Dependendo da língua utilizada, ainda existem as letras acentuadas, que são, principalmente, as vogais, mas que em casos menos comuns também podem ser consoantes. As vogais do alfabeto romano são: a, e, i, o, u; sendo as demais letras consoantes.
Esse é o alfabeto utilizado pela maioria dos povos nos dias de hoje.

 

 

quinta 16 junho 2011 04:34


nova ortografia usando o hífen

 

Hífen - "r" e "s"

Nova regra
O hífen não será mais utilizado em prefixos terminados em vogal seguida de palavras iniciadas com "r" ou "s". Nesse caso, essas letras deverão ser duplicadas.
Como é
ante-sala, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-rival, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, supra-renal.
Como será
antessala, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirrival, autorregulamentação, autossugestão, contrassenso, contrarregra, contrassenha, extrarregimento, infrassom, ultrassonografia, semirreal, suprarrenal.

Hífen - mesma vogal

Nova Regra
O hífen será utilizado quando o prefixo terminar com uma vogal e a segunda palavra começar com a mesma vogal.
Como é
antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus.
Como será
anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus.

Hífen - vogais diferentes

Nova regra
O hífen não será utilizado quando o prefixo terminar em vogal diferente da que inicia a segunda palavra.
Como é
auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, co-autor, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático
Como será
autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiárido, semiautomático.
Obs: A regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por h: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo.

 

 

terça 14 junho 2011 05:36


A HISTÓRIA DA ESCRITA

sábado 07 maio 2011 17:50



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