Idade da Pedra - Pré-História
Pré-História, Homens das Cavernas, Idade da Pedra Lascada,
Idade da Pedra Polida, Paleolítico e Neolítico, arte
rupestre
A história da escrita - contribuição ao Projeto de Matemática
desenvolvido pela Professora Giovana : A História dos números.
Resolvemos reunir as duas "histórias" para que o aluno enriqueça
seus conhecimentos e estabeleça relações entre as áreas, além de
conhecer melhor , saber mais, conhecer-se, e quem sabe,
interessar-se mais pelos conteúdos.
Idade da Pedra - Pré-História
Pré-História, Homens das Cavernas, Idade da Pedra Lascada,
Idade da Pedra Polida, Paleolítico e Neolítico, arte
rupestre
Ponta de machado da Idade da Pedra
Dá-se o nome de Idade da Pedra ao longo espaço de tempo (que
durou milhares de anos) no qual os homens usavam armas e
ferramentas feitas de pedra. Divide-se em dois períodos:
Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada, e Neolítico ou Idade da
Pedra Polida.Os homens do Paleolítico eram caçadores, e modelavam
suas armas em sílex, um tipo de rocha.
Quando o clima começou a esfriar na Europa ocidental, os homens
cobriram-se de peles de animais, procurando cavernas para se
abrigar, em cujas paredes deixaram
notáveis desenhos, como os
encontrados na Espanha e França.
É importante lembrar que, enquanto em certos lugares como a
Grã-Bretanha, por exemplo, vivia-se na Idade da Pedra, em outros,
como Roma, Egito e China, já se usavam os
metais, construíam-se belas casas e
conhecia-se a escrita.
Os estudiosos acreditam que, uma vez que o homem da Idade da
Pedra ainda não conhecia a escrita, os desenhos que
gravava nas paredes das cavernas eram um meio
de comunicação.
Neste texto tentaremos abordar a importância da oralidade e da
escrita e sua importância na vida de todos os povos que em lugares
distintos, desde os tempos mais remotos até a contemporaneidade.
Sabendo que o homem sempre teve a necessidade de se comunicar e que
no decorrer do tempo essa comunicação foi sofrendo
alterações que levou a mudanças profundas no modo de ser, pensar e
agir dos seres humanos.

Mas como surgiu a
escrita?
Na pré-história os povos utilizavam figuras para
transmitirem informações, assim como encontramos hoje me várias
culturas. A comunicação naquele tempo era através de desenhos
grafados em pedras.
O desenvolvimento na habilidade do desenho surgiu no período de
30.000 a 25.000 a.C., quando a cultura da Antiga Idade da Pedra
passou para o estágio do Paleolítico Superior.
Desenhos, de rabiscos feitos com os dedos na argila
úmida, evoluíram para formas
mais
elaboradas,
onde passaram a ser utilizadas as cores e a escala
para representar grupos, bem como artifícios que davam a ilusão de
movimento.
Nesses desenhos ou nessas marcas já existe o germe de alguma coisa
parecida com um rudimento da escrita.
Escrita Cuneiforme
Sistema de escrita que surgiu
na Babilônia, em meados do
quarto milênio a.C.Consistia na gravação de caracteres,
com haste de ponta quadrada, em tabletes deargila úmida
posteriormente cozidos ao forno, resultando
em incisões em forma de cunha, razão pela qual foi denominada de
escrita cuneiforme.

HIERÓGLIFOS
Egito
desenvolveu sua escrita de forma bem diferenciada.
Seus escribas criaram os
hieróglifos (Hieros = sagrado e gluphein = gravar;
escrita dos Deuses) por volta de 3.000
a.C. Sua simbologia era capaz de exprimir,
com clareza, qualquer coisa. Com ela os
egípcios deixaram seus registros em todas as áreas, contemplando
desde a medicina até a educação, da agricultura aos reinados
etc.

Escrita
Alfabética

A escrita, até chegar aos sistemas alfabéticos
atualmente utilizados, passou por um longo processo de
evolução, com inúmeras mudanças e transformações.
Essa evolução foi marcada pelo surgimento do sistema de
escrita ideográfica(cuneiforme, hieroglífico
e chinês), que foi gradualmente conduzido para ofonetismo,
sistema onde as palavras passaram a ser decompostas em unidades
sonoras.
O fonetismo aproximou, portanto, a escrita de sua função natural
que é a de interpretar a língua falada, a língua oral, a língua
considerada como som. Dessa forma o sinal se
libertaria do objeto e a linguagem readiquiriria a sua verdadeira
natureza que é oral. Decompondo o som das
palavras, o homem percebeu que ela se reduzia a unidades
justapostas, mais ou menos independente umas das outras e
nitidamente diferenciáveis. Daí surgiram dois tipos de escrita: a
silábica, fundamentada em grupos de sons e a, alfabética, onde cada
sinal corresponde a uma letra.
A escrita alfabética foi difundida com a
criação do alfabeto fenício, constituído por vinte e dois signos
que permitiam escrever qualquer
palavra. Adotado pelos gregos, esse alfabeto
foi aperfeiçoado e ampliado passando a ser composto por vinte e
quatro letras, dividido em vogais e
consoantes. A partir do alfabeto grego
surgiram outros, como o gótico, o etrusco e, finalmente o latino,
que com a expansão do Império Romano e o domínio do mundo
ocidental.
A Oralidade
A linguagem oral, em função da sua espontaneidade, acompanha
geralmente o desenrolar da experiência e confunde-se com ela. É,
portanto, multifacetada e caracterizada pela passagem de um
registro de palavras para outro, sem que se consiga bem distinguir
os seus limites. A linguagem oral passa de um registro informativo
para um registro afetivo. Numa conversação familiar ou numa
discussão entre amigos predominam relações diretas, imediatas, face
a face.
A forma animada como a palavra é trocada caracteriza-se por formas
livres de enunciação, pela incompleta formação de frases, pela
condensação de vocabulário, conta ainda com a plasticidade fonética
e gestual da enunciação.
A oralidade tem vindo a adquirir uma crescente importância
devido aos atuais meios de comunicação social (o discurso
radiofônico e televisivo ou as modernas pedagogias audiovisuais,
por exemplo).
Informalidade
É a forma mais comum da oralidade, contudo,
apesar de raros, também existem casos de discurso oral
formal, como em comunicações oficiais, em
diálogos de cerimônias ou em momento de uso do poder
lingüístico.
O Som
O suporte da oralidade é, sem dúvida, o
som. Relação entre a escrita e a
oralidade
A língua escrita é a transmissão da língua oral,
falada. Contudo, não é a simples transcrição
direta da oralidade - tem regras, tem estruturas próprias e
autônomas. Tal como há textos orais que não se podem escrever, há
textos escritos que não se podem dizer.
A linguagem escrita depende do contexto enquanto a linguagem oral é
valorizada pela entoação e pela mímica.
Conhecendo o aparelho
fonador
Sabemos que o meio de expressão de todas as línguas
humanas é o som produzido pelo aparelho fonador.
a oralidade se processa quando o ar sai dos pulmões, penetra na
traqueia e chega à laringe, onde se modifica ao passar pelas
chamadas pregas vocais (ou cordas vocais). Quando as pregas vocais
estão aproximadas, vibram à passagem do ar, produzindo sons que são
chamados de sonoros. Quando as pregas vocais estão relaxadas, o ar
escapa sem essas vibrações. Chamamos estes sons de surdos. Ao sair
da laringe, o ar passa pela faringe, podendo sair pela boca ou pelo
nariz. Os sons que saem pela boca chamamos de "orais" e aqueles que
saem pelo nariz chamamos de "nasais".
Os sons que passam pela cavidade bucal podem ser produzidos de
várias maneiras. A posição da língua e a posição dos lábios
interferem na produção dos sons. Como a língua é um órgão de grande
mobilidade, pode tocar o palato e os dentes de diversas formas para
modificar o som que vem da faringe.
Desta forma pode-se imaginar o caminho percorrido
pelo pensamento, através das células neuronais e do aparelho
fonador, até ser exposto em sua oralidade, para se cogitar que a
fala é uma representação do ato de pensar.
Esquema do Aparelho
Fonador

| Práticas Pedagógicas de Escrita e Oralidade
O Abecê da escrita
|
| Por: Elisa Batalha
A, B, C, D, E , F, G .... aprender a ler e a escrever
para você foi fácil, não? E para a humanidade, como foi? Saiba como
foi a aventura do desenvolvimento da escrita, conheça os
diferentes alfabetos e sistemas existentes.

Você se lembra da primeira coisa que disse hoje ao
acordar? Se não lembra, tudo bem. A maioria de nós não se recorda
também. E da aula de ontem no colégio, você lembra de cor? Se não
lembra, pode consultar o seu caderno, não é? Ainda bem que existe a
escrita, hein?!
Para nos facilitar a memória, e para nos comunicar com pessoas
que estão afastadas no espaço ou no tempo, deixamos registros.
Quando mandamos uma carta, nos comunicamos com alguém que está
afastado no espaço. Mas também deixamos um registro que pode
ser lido pelas futuras gerações, então, nos comunicamos com
aqueles que estão afastados no tempo.
Conhecendo o passado
A escrita é, portanto, uma invenção decisiva para a
história da humanidade. Ela é a representação do pensamento e da
linguagem humana por meio de símbolos. Um meio durável e
privilegiado de comunicação entre as pessoas. Por meio
de registros escritos há milhares de anos, ficamos sabendo
como era a vida e a organização social de povos que viveram muito
antes de nós. A invenção não surgiu por acaso, mas como
consequência das mudanças profundas nas sociedades durante o
período do surgimento das primeiras cidades.
A"caneta" da quele tempo, que gravava
símbolos em plaquinhas de cerâmica. Com ela, não era
preciso ser um grande desenhista para compor todos os
caracteres.
Na América Central, povos como os maias e os
astecas tinham seus próprios sistemas de escrita quando os europeus
conquistaram a região, e grande parte dos seus documentos escritos
foi destruída. A China também foi berço
de um sistema original, criado há mais de 3 mil anos. Eles foram os
responsáveis pela invenção do papel. Antes disso,
muitos outros suportes foram usados para a escrita.
Os livros já foram feitos de placas de barro,
madeira, metal, osso e até bambu. Escrituras em tecidos, couro,
cascas de árvore e em papiro, uma espécie de papel mais fibroso,
eram enroladas ou dobradas. O pergaminho era obtido a partir do
couro curtido, formando rolos e podia ser lavado ou lixado para
apagar uma
. O significado deriva diretamente da figura que o representa,
por isso dizemos que é um sistema
figurativo.

| |
|
Diferentes símbolos para água
|
A partir da escrita pictográfica, os traços foram sendo
simplificados e o desenho já não parecia mais com o objeto que
representava. "
|
|
|
Da pictografia à escrita cuneiforme
|
Quando temos um sistema de escrita que possui um símbolo
para cada coisa, como os chineses fazem até hoje, chamamos de
sistema ideográfico. Na escrita pictográfic
a e
nos ideogramas que evoluíram a partir dela, a menor unidade da
escrita é a palavra.
O sistema ideográfico parece complexo para nós porque é
necessário conhecer um número grande de símbolos (mais de mil!)
.
O alfabeto
Isso porque o alfabeto é uma invenção que parte de uma
outra ideia: representar não a coisa em si, mas o
som
O nosso alfabeto é o latino e descende do
grego. O grego, por sua vez, foi derivado do
fenício.
O alfabeto fenício era consonantal, pois só
registrava as consoantes, e não as
vogais, que só seriam inventadas mais tarde
pelos gregos.
O alfabeto que eles desenvolveram surgiu da necessidade de
controlar e facilitar o comércio.
Os alfabetos hebraico e o árabe até hoje não usam vogais, por isso
são chamados consonantais.
Evolução permanente
Na verdade, a escrita, assim como as línguas, está em
permanente processo de evolução. Ela reflete e
acompanha a maneira como as sociedades vivem, seus hábitos,
tecnologia e peculiaridades. Por isso, textos de apenas cem anos
atrás, muitas vezes, já possuem palavras que caíram em
desuso.

| |
|
Com os símbolos do teclado, imitamos as
expressões faciais
|
Vemos, nos e-mails e nas trocas de mensagens escritas
simultâneas pela Internet - os chats -, uma
variação da linguagem, produzida pela pressa em digitar. Por
exemplo, quando
escrevemos vc e tb, no lugar das
palavras você etambém. O uso de
símbolos gráficos - os emoticons, como ; > ) (um
rostinho sorrindo e piscando um olho) - tenta imitar as
expressões faciais que acompanham a linguagem
oral. Tudo isso mostra como a escrita é um
processo vivo e ativo, inventado e reinventado pela humanidade
todos os dias.
|
Escreva seu nome em hieróglifos
http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=917&sid=3

O que se revela quando se diz...
Eduardo Calbucci
A língua, na maioria das vezes, oferece-nos várias
possibilidades para dizer praticamente as mesmas coisas. Escolher a
forma mais adequada para cada situação, cotejar usos, comparar
registros, sempre tendo em mente a riqueza dos processos de
variação
linguística, é (ou deveria ser) preocupação de todos os
falantes, sob o risco de a intercompreensão e a eficiência de
comunicação se perderem.
O "ultrapassado" - ao menos em grande parte do universo
acadêmico - discurso docerto X errado, fundamentado numa
dicotomia tão rígida quanto equivocada, desconsidera que a língua,
como sistema que é, merece ser tomada mais como um objeto de estudo
do que como um pretexto para normatizações frágeis e, muitas vezes,
preconceituosas.
Por exemplo: quando, no começo dos anos 50, Luiz Gonzaga e
Humberto Teixeira compuseram um dos maiores sucessos da música
popular brasileira de todos os tempos, o baião "Asa branca", alguns
puristas podem ter ficado incomodados com o final daa quarta
estrofe da canção: "Espero a chuva cair de novo /
Pra mim voltá pro meu sertão" [grifo nosso].
Afinal, o uso do pronome oblíquo "mim" na posição de sujeito vai de
encontro às prescrições dos normativistas, que apregoam o emprego
do pronome reto (eu) numa construção como essa.
As explicações sintáticas para essa prescrição vão das mais
finas (os pronomes pessoais em português mantêm resquícios da
flexão de caso do latim e, por isso, são grafados diferentemente de
acordo com sua função sintática) às mais insólitas (todos já
ouvimos o descabido "mim não faz nada" ou o politicamente incorreto
e descabido "mim é
índio"). O fato é que, por mais que haja quem condene o "mim"
como sujeito, esse uso não se deixou abalar e continua afirmando
sua existência nas ruas.
Manuel Bandeira chegou mesmo a dizer que não havia nada mais
"gostoso" do que usar o mim como sujeito de
verbo no infinito. Para ele, a expressão "pra mim brincar" deveria
ser usada por todos os brasileiros. Em que pese sua filiação
modernista, que o
levava o prestigiar as variantes populares da língua, até mesmo
como reação aos
beletrismos de parte da literatura brasileira da virada do
século XIX para o século XX, é de
elogiar sua percepção aguçada de fenômenos de língua, que o faz
privilegiar a espontaneidade em detrimento da "correção".
A tese de Bandeira é plenamente adequada para explicar o uso dos
pronomes em "Asa branca". Na canção, o emprego de "eu" no lugar de
"mim" tornaria o texto incoerente.
O narrador de "Asa branca" é um retirante que foge da seca.
Assim, para aumentar o efeito de "verdade" do texto, optou-se por
uma variedade linguística compatível com o universo social desse
narrador.
Linguistas de todas as épocas reconhecem que, quando falamos ou
escrevemos, dizemos mais do que imaginamos. Na verdade, revelamos
de onde somos, em que época
vivemos, qual o nosso universo social, como queremos nos
relacionar com nossos interlocutores. Isso se dá porque a língua
não é neutra; ela encerra valores, crenças,
ideologias. É por esse motivo que uma simples escolha lexical
pode ter mais peso do que supúnhamos.
Veja-se o caso dos vocativos. Ao referimo-nos aos nossos
interlocutores, interpelando-os diretamente, podemos empregar as
mais variadas formas de
tratamento: doutor, senhor, moço, amigo, companheiro, camarada, rapaz, parceiro,mano, gajo, meu
irmão, guri, quase todas com suas
respectivas flexões femininas. Os exemplos são infindáveis.
Acontece que cada forma de tratamento revela muito mais do que se
imagina: um "doutor" numa conversa cotidiana pode ser irônico; um
"gajo" numa aula de literatura,
uma homenagem a Portugal; um "mano" no Rio de Janeiro, uma
brincadeira com o falar de São Paulo; um "camarada" num encontro
partidário, uma filiação ideológica. Nada é neutro.
Daí, o aforismo de Wittgenstein: "os limites da
minha linguagem são os limites do meu mundo". Quanto maior
é a consciência dos falantes sobre essas questões, maior é
sua capacidade de controlar, ainda que
parcialmente, o que se revela quando se diz.
| As voltas que a língua dá |
| Por: Elisa Batalha
A língua portuguesa utiliza o alfabeto latino e é derivada
do latim, língua surgida na Itália por volta do século V antes de
Cristo. Desde sua origem até chegar ao Brasil e a outros países
onde é falada, a língua deu - literalmente - muitas voltas pelo
mundo.
O latim era a língua falada na região do Lácio (chamado
de latium, daí o seu nome), centrada na cidade de
Roma. Ele deriva do etrusco, mas sofreu influências também do
grego, e faz parte da família das línguas indo-europeias. Com a
expansão do Império Romano, o latim passa a ser usado por
quase toda a Europa Ocidental, impondo-se às línguas dos povos
conquistados, ao mesmo tempo que recebia influências dessas
línguas.
Com o decorrer do tempo, os dialetos surgidos nas
regiões do Império desapareceram ou se estruturaram melhor. Um
grupo de línguas que sobreviveu foi o das línguas neolatinas.
As principais são: português, espanhol, francês, provençal (falado
na região de Provença, sul da França e em algumas regiões da
Suíça), ladino ou rético (falado em regiões da Europa como parte da
Suíça, no Tirol e no norte da Itália), italiano e romeno.
O português surgiu na Península Ibérica (onde se formaram
os países Portugal e Espanha) a partir da língua dos conquistadores
romanos e de sua imposição cultural (o primeiro desembarque romano
na região ocorreu em219 a.C.). A partir do latim falado pelo
povo, o latim vulgar, que já era diferente daquele escrito nos
documentos e usado pelas pessoas cultas, a língua foi se
transformando e passou por fases de transição. O
portugûes sofreu influência das línguas faladas pelos povos
que habitavam a região antes da chegada dos romanos e pelos que
vieram depois da queda do Império, com as invasões bárbaras no
século V.
No século XVI, o português se uniformiza e adquire as
características atuais. A rica literatura do período do
Renascimento, especialmente a produzida por Luís Vaz de Camões,
desempenhou papel fundamental nesse processo de uniformização. As
primeiras gramáticas e os primeiros dicionários da língua
portuguesa datam dessa época.
Enquanto isso, Portugal tinha se transformado em um império que
conquistava territórios pelos sete mares, levando a bordo das
caravelas a sua língua. Hoje, muitos países ainda falam
português como uma consequência do domínio colonial português
em terras de todos os continentes.
E as outras praias onde o português está
presente são: o Brasil, nas Américas; Angola, Moçambique,
Guiné Bissau, Cabo Verde, e São Tomé e Príncipe, na África, além de
Açores e Madeira (ilhas atlânticas próximas à costa
africana); Macau, Goa, Damão, e Diu, na Ásia; e Timor
Leste, na Oceania.
Em alguns desses lugares o português é a língua oficial; em
outros, as mudanças foram tantas que se pode falar em dialetos
originários do português. Há ainda regiões em que esse idioma é
falado apenas por uma pequena parcela da população. Mas isso não
representa pouca importância: a língua portuguesa é hoje a
quinta língua mais falada no mundo, com cerca de 200 milhões
de usuários.
Fonte de consulta: Gramática contemporânea da língua portuguesa.
José de Nicola e Ulisses Infante, Ed. Scipione, São Paulo, 3ª
edição.
|
|
A História da Escrita - Parte VI - Os Romanos
Curiosidades sobre literatura
O alfabeto romano, também conhecido como alfabeto latino (forma
como é mais conhecido atualmente) é o sistema de escrita alfabética
mais utilizado no mundo, e é o alfabeto utilizado para escrever a
maioria das linguas do ocidente, tais como inglês, espanhol,
francês, alemão, português, entre outras.
Esse alfabeto foi criado no século VIII a.C. Foi baseado
indiretamente no grego (baseava-se no etrusco, que derivava do
Grego). Originalmente, o alfabeto romano possuia vinte e uma
letras.
Um curiosidade muito interessante, é que o alfabeto romano arcaico
- utilizado pelos romanos - possuia somente letras maiúsculas
(caixa alta). As letras minúsculas surgiram anos mais tarde, já na
Idade Média, a partir da escrita cursiva. Hoje em dia, a utilização
de letras maiúsculas é diferente em cada língua que utiliza esse
alfabeto. Essas letras normalmente são utilizadas para iniciar
sentenças e nomes próprios.
Hoje em dia, o alfabeto romano possui vinte e seis letras: a, b,
c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, w,
y, z. Cada letra dessa possui sua variante maiúscula. Dependendo da
língua utilizada, ainda existem as letras acentuadas, que são,
principalmente, as vogais, mas que em casos menos comuns também
podem ser consoantes. As vogais do alfabeto romano são: a, e, i, o,
u; sendo as demais letras consoantes.
Esse é o alfabeto utilizado pela maioria dos povos nos dias de
hoje.